O Netflix não dá sinais de timidez enquanto avança dentro do domínio da indústria tradicional de entretenimento. Na segunda-feira 8, o serviço de streaming anunciou que está produzindo e irá distribuir War Machine, longa estrelado por Brad Pitt que representa o maior investimento da empresa no cinema: algo em torno de 30 milhões de dólares.

A iniciativa, divulgada no Twitter, vai ao encontro de uma vontade já anunciada da empresa, que condena o longo período de espera que o público tem de esperar entre o lançamento de um título nos cinemas e sua disponibilização online. Uma ofensiva que tem as pretensões de revolucionar o modo como os filmes são lançados mundialmente e, consequentemente, a base de toda uma indústria.

Além do peso do nome de Brad Pitt, o longa será dirigido pelo também respeitado David Michôd (Reino Animal) e terá roteiro inspirado no livro do repórter Michael Hastings sobre a ofensiva norte-americana no Iraque. Tamanha foi a repercussão das matérias assinadas pelo jornalista que ele causou a demissão do general Stanley McChrystal. O lançamento está previsto para o ano que vem, e o filme também deve ser exibido nas salas de cinema.

E não é só: os comediantes Adam Sandler e Ricky Gervais também estão desenvolvendo, cada um, longas para o Netflix, que terá também um especial de Natal com Bill Murray.

No último festival de Cannes, no mês passado, a companhia ainda adquiriu os direitos de distribuição mundiais de The True Memoirs of an International Assassin, com Kevin James, que vai estrear apenas online. Na história, ele vive um contador que é confundido com um assassino quando seu livro é publicado como não ficção por engano.

Também neste ano, eles conseguiram os direitos de Beasts of No Nation, de Cary Fukunaga, e Jadotville, com Jamie Dornan.

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