logo_festival_peqO Festival Internacional de Curtas de São Paulo entra em sua reta final, mas o fim de semana está cheio de programas e sessões especiais. Confira abaixo alguns destaques em diversas seções desta sexta-feira, dia 28, dos filmes que integraram a Semana da Crítica do Festival de Cannes ao da seção Rastros de Ódio, além de uma mostra especial para a recente produção britânica de curtas.

Ramona, de Andrei Crețulescu – Romênia

O curta romeno 'Ramona' integrou a Semana da Crítica do Festival de Cannes 2015
O curta romeno ‘Ramona’ integrou a Semana da Crítica do Festival de Cannes 2015

 Um dos destaques da Semana da Crítica deste ano, o curta dirigido pelo romeno Andrei Crețulescu constroi uma atmosfera nois pós-moderna para contar a história de Ramona, uma mulher misteriosa e fatal. Espécie de justiceira, com ares de femme fatale, ela percorre a noite de uma pequena cidade perseguindo homens que não possuem, a priori, qualquer ligação entre si.

Seção Semana da Crítica, às 15 h, no Museu da Imagem e do Som (Av. Europa, 158)

O Homem que Vivia em sua Bicicleta, de Guillaume Blanchet – Canadá

Realizado em homenagem ao pai do diretor, um grande apaixonado por bicicletas, o curta revela a vida de um homem que faz literalmente (quase) tudo a bordo de sua bike
Realizado em homenagem ao pai do diretor, um grande apaixonado por bicicletas, o curta revela a vida de um homem que faz literalmente (quase) tudo a bordo de sua bike

Um dos destaques do programa especial Mobilidade Urbana Vélo, dedicado a filmes sobre ou com bicicletas, O Homem que Vivia em sua Bicicleta é tão criativo quanto curto. Em apenas três minutos, o diretor Guillaume Blanchet percorre o tempo e as ruas de Montreal a bordo de sua bike. Ele literalmente vive sobre duas rodas. Passa roupa, escova os dentes, cuida de seu peixe, come, dorme, toma banho. Formato inteligente, montagem ágil, trilha leve e bem humorada.

Seção Mobilidade Urbana Vélo, às 17 h, no Museu da Imagem e do Som (Av. Europa, 158)


Uma Família Ilustre
, de Beth Formaggini, Brasil

Uma Família Ilustre

A seleção brasileira desta edição do festival conta com vários filmes que revisitam a Ditadura Militar e a história recente do Brasil, não só politicamente mas principalmente sob o viés humano. Uma Família Ilustre é um filme urgente e raro, em que a diretora Beth Formaggini retrata Cláudio Guerra, um ex-delegado da Polícia Civil que assassinou e incinerou militantes contrários à ditadura. Engenhosa, em vez de entrevistar somente seu personagem, ela o coloca cara a cara com o professor Eduardo Passos, psicólogo clinico que trabalha com direitos humanos. Há uma linha fina que separa a frieza com que Guerra relata, e demonstra com gestos precisos, os atos que cometeu e a emoção que surge em alguns momentos de seu relato. O curta integra não só a seleção oficial brasileira do festival, mas também a seção Rastros de ódio, que revela as marcas deixadas por grandes episódios de violência e terror.

Seção Rastros de Ódio, 19 h, no Cinusp (R. do Anfiteatro, 181, Favo 4, Colméia, Cidade Universitária)

Tudo que Consigo Ver Daqui, de Sam Taylor e Bjorn-Erik Aschim, Reino Unido

Criativo curta britânico, traz um dia de jogo de futebol nada convencional, em que um visitante bizarro chega sem ser convidado
Criativo curta britânico, traz um dia de jogo de futebol nada convencional, em que um visitante bizarro chega sem ser convidado

Animação inglesa sobre uma partida de futebol que recebe um jogador inesperado e bizarro. Futurista e ao mesmo tempo clássico, o curta foi construído sobre uma ‘tela’ vertical, como se retratasse a ação com a câmera de um celular. Em apenas sete minutos, um belo retrato da animação inglesa contemporânea.

Seção Transform UK Brazil – Encounters 2, às 19, no MIS (Av. Europa, 158)

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