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Cinco fatos que resumem o cinema em 2015

Em 2015, teve atriz exigindo respeito e diretor que não entendeu o recado tomando vaia. Teve uma leva de filmes do nosso continente fazendo bonito mundo afora, colocando a produção latina em destaque no mapa, e teve filme que reapareceu depois de duas décadas. E claro: teve Shia assistindo a tudo.

O TelaTela relembra cinco momentos marcantes do cinema em 2015:

Feminismo no tapete vermelho do Oscar

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Em fevereiro, a campanha #AskHerMore roubou a cena durante o tapete vermelho do Oscar, em Los Angeles. Estrelas como Reese Witherspoon confrontaram jornalistas mais preocupados em seus vestidos e jóias do que em suas atuações que a levaram até lá. A valorização das mulheres no cinema também deu o tom do discurso de Patricia Arquette e Julianne Moore, que naquela noite levaram as estatuetas de atuação para casa, e pode reverberar ainda na cerimônia de 2016. A conferir.

 

Vaias a Cláudio Assis
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Num ano em que o filme nacional mais relevante foi escrito e dirigido por uma mulher e as questões levantadas pelo feminismo começaram a ganhar força no debate em diversas áreas da sociedade, os cineastas Cláudio Assis e Lírio Ferreira quiseram aparecer mais que Anna Muylaert, em debate no Recife após a exibição de Que Horas Ela Volta?. A atitude foi duramente repreendida pelos organizadores do evento e também por boa parte do público, que vaiou Assis em sua aparição seguinte, em setembro, quando apresentou Big Jato no Festival de Brasília – de onde saiu com o prêmio de melhor filme.

 

O cinema latino é destaque em Berlim, Cannes e Veneza
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Na capital alemã, em fevereiro, foram laureados longas como o chileno O Clube, de Pablo Larraín (Grande Prêmio do Júri), o guatemalteco Ixacnul, de Jayro Bustamente (com o prestigiado prêmio Alfred Bauer), além de Que Horas Ela Volta? ter sido escolhido o preferido do público. Em maio, no litoral francês, o mexicano Michel Franco levou o prêmio de melhor roteiro por Chronic. E fechando o ano com chave de ouro em setembro, na Itália, os dois leões principais ficaram com Desde Allá, do venezuelano Lorenzo Vigas e O Clã, do argentino Pablo Trapero, enquanto o brasileiro Boi Neon, de Gabriel Mascaro, ficou com o prêmio especial do júri da Mostra Horizontes.

 

Enfim, Chatô
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Num ano repleto de acontecimentos surpreendentes, houve até espaço para a estreia de Chatô – O Rei do Brasil, em 19 de novembro. 21 anos após a compra dos direitos do livro escrito por Fernando Morais, Guilherme Fontes finalmente conseguiu colocar seu filme na tela, e ainda espalhou declarações polêmicas por todos os lados, considerando-se vítima de perseguição de setores da imprensa e do governo. Enquanto o longa em si divide opiniões, esperamos ansiosamente a produção que conte os bastidores deste que foi apelidado de “Boyhood brasileiro”.

 

Shia repassa sua trajetória no cinema
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Foram três dias intensos, entre de 10 a 12 de novembro, mas quem viu nunca vai esquecer. Shia LaBeouf sentou numa poltrona de uma cinema de Nova York e sorriu, chorou, dormiu, bocejou, se espreguiçou, gritou… Tudo isso enquanto os 28 filmes nos quais já atuou ao longo da carreira eram projetados na tela, de forma ininterrupta. O mundo (ok, uma pequena parte dele) acompanhou tudo em tempo real, pela internet, tentando decifrar o sempre enigmático Shia. Não deixa de causar certa reflexão sobre o que motiva Hollywood como um todo.

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