O tema ‘Cidade Educadora’ será o eixo central da oitava edição do Entretodos, Festival de Curtas de Direitos Humanos que acontece nesta semana em 78 pontos de São Paulo. De CEUs a praças, passando por escolas municipais e cineclubes, a mostra pretende auxiliar na formação de educadores e aproximar a população do cinema.

Em conversa com o TelaTela, a curadora Manuela Sobral ressaltou a presença e o protagonismos de mulheres realizadoras ou temas do feminino sendo abordados. Abaixo, confira algumas apostas para conferir no festival.

Entretodos - Festival de Curtas de Direitos Humanos

Quando: De 5 a 9 de outubro
Onde:
76 pontos da cidade, como CEUs, Escolas Municipais, CCSP, CineOlido, Matilha Cultural, entre outros
Quanto:
Grátis
Informações:
www.entretodos.com.br

Espaço Protegido

“Estamos aqui hoje porque algo está errado”, diz a primeira fala do curta alemão de Zora Rux. Ocorre, porém, que são muitas as coisas que estão erradas naquele microcosmo em que ativistas de Berlim atuam em prol de refugiados. O que começa como uma troca de olhares e sorrisos tímidos entre o refugiado Patrick e a alemã Sara, muito rapidamente escala para uma situação de assédio sexual. Surgem os questionamentos: É racista acreditar na versão dela? É machista acreditar na versão dele? Os direitos humanos de alguns estão acima dos de outros? Um filme contundente e belo sobre diferenças culturais e os conflitos inerentes à(s) luta(s) por igualdade.

Mais de duas Horas

No meio da madrugada, um jovem casal dirige pela cidade em aflição. Eles procuram por um hospital que atenda a garota e impeça que ela morra de hemorragia. As leis locais, porém, impedem que ela seja atendida sem a presença de familiares. A busca por ajuda não pode evitar um desfecho trágico, em que a vergonha e o julgamento social se colocam como impeditivos a um direito básico como o acesso à saúde.

A Boneca e o Silêncio

marcela

A diretora e roteirista Carol Rodrigues toca com delicadeza na situação tão trágica e ao mesmo tempo tão corriqueira em que se vê a jovem protagonista. Apesar de nos ser apresentada como uma prisioneira de sua situação, do pai, das tarefas domésticas, Marcela recusa-se a ceder o resto de sua vida e toma uma dura decisão. Marcela é mais uma vítima do crime hediondo que cometemos todos os dias como sociedade.

Mancha de sangue no porcelanato

O cenário já seria o suficiente para render um bom filme de terror: uma reunião de condomínio. No curta da diretora Fernanda Sales Rocha, os condôminos se reúnem para destilar mesquinhez e pouco senso de comunidade como num dia comum. Aqui, porém, entra uma pauta delicada: o cachorro de um dos moradores mordeu uma criança na área comum. Um dos dois deve ser eliminado, mas quem? Seria o cão um animal descontrolado e um perigo para a comunidade? Ou é a criança mal educada que tem certo gosto para provocar e destratar animais? Apesar de seus excessos, o filme compõe um 3×4 bastante ilustrativo da classe média brasileira.

Menino do dente de ouro

dentes

Imagine o pobre dos dente de ouro. A trilha ajuda a conduzir a história de Wesley, que aos 12 anos é como um menino comum que gosta de matar aula para ficar nos joguinhos da internet. Um dia, porém, acaba no meio de um esquema criminoso, mas lucrativo. Enquanto começa a passar para a adolescência, realiza os pequenos sonhos de um garoto de periferia, como ter roupas e cordões para se exibir para os amigos. No longa de Rodrigo Sena, a atuação do jovem Davi Allyson vale por um prêmio à parte.

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